O planeta Azul foi escolhido pelo jogo dos mundos, e cada país selecionou aleatoriamente dez pessoas para participar. Lua Azul, uma das "sortudas" que sempre seria escolhida, agora teria uma nova chan
Início da primavera.
A relva cresce, os melros voam, o sol brilha intensamente.
Respira-se fundo.
Esse cheiro familiar de grama fresca, misturado ao gosto marcante da gasolina no ar.
É exatamente esse aroma!
Luna Azul observa essa cena cheia de vida que tanto conhecia.
As lágrimas caem em cascata...
Maldição!
Ela realmente voltou!
Desde que foi escolhida pelo Jogo dos Mundos como jogadora, Luna Azul só viveu tragédias naquele mundo de horrores.
Criada num orfanato desde pequena, acreditava que sempre foi livre. Rituais, oferendas, essas coisas nunca fizeram parte de sua vida. Nem sabia quem eram seus familiares, se eram gordos, magros, altos ou baixos; a quem prestaria homenagens? Para quem queimaria oferendas?
Além disso, como muitos jovens, achava tudo isso pura superstição...
Até que o Jogo dos Mundos chegou.
Em especial quando foi jogada aleatoriamente em um jogo bizarro, aquela sua postura de “cética esclarecida” foi duramente desmascarada.
Por não acreditar nessas coisas, nem mesmo o dinheiro de papel queimado para os espíritos ela podia pegar...
E ainda teve a infelicidade de se vincular a um sistema de narração.
Dizia que, quanto mais popularidade conquistasse, poderia trocar por itens e habilidades.
O quê?
Luna Azul sentia que aquele sistema só podia estar de implicância com ela!
No mundo estranho, queria passar despercebida a ponto de cavar um buraco e se esconder até o jogo terminar.
Mas o sistema exigia popularidade altíssima, como se quises