Sob a tentação de altas recompensas em dinheiro, a diretora Eileen é forçada a participar do reality show de namoro que ela própria criou como uma infiltrada, interpretando a rainha do green tea. Ela
Era uma da manhã. Na vasta sala de reuniões, alguns diretores e roteiristas olhavam timidamente para a ponta dos próprios sapatos, enquanto o produtor e o patrocinador conversavam em voz baixa, com expressões fechadas. O ambiente inteiro deixava Irene profundamente desconfortável.
— Kiki, ainda não foi buscar a lista de elenco? — O produtor bateu na mesa com tanta força que o estrondo ecoou pelo recinto.
Kiki, diretora de elenco, levou um susto e levantou-se apressada, puxando Irene, que estava sentada perto da porta, para acompanhá-la em direção à própria mesa de trabalho.
— O que aconteceu? — Irene estava confusa. Fora chamada de volta enquanto voltava para casa de táxi. Achava que tudo já estava pronto e que, em poucos dias, poderia assistir ao início das gravações, com belos rapazes e moças vivendo um romance diante das câmeras.
— A protagonista não vai mais gravar. — Kiki revirava papéis em sua mesa, até pegar um maço de currículos e segurá-los debaixo do braço.
— Aquela influenciadora? Por quê?
— Hoje à noite, não sei que ideia ela teve, publicou no perfil alternativo que vai desaparecer por um tempo. Um fã perguntou se ela estaria indo gravar “Frequência do Coração”, e sabe o que ela respondeu? Só mandou um “hehe”.
— Ai... — Irene prendeu a respiração, já começando a se irritar. “Hehe, hehe, o que é que tem graça nisso?”, pensou. “Vai acabar tendo que pagar multa.”
O reality show que estavam produzindo exigia que todos os participantes vivessem juntos numa mansão durante três meses. O princípio fundamental era que os