Song Xian recebeu a missão de conquistar o coadjuvante masculino, que exigia fazer com que ele se libertasse da influência da protagonista feminina original e se tornasse imperador. Ela salvou o coadj
Na noite fria, a neve caía pesada, esmagando os galhos do bambu roxo com estrondos semelhantes a fogos de artifício. As janelas estavam fechadas, quase nenhum vento penetrava no quarto. Song Xian repousava na cama, o rosto magro e afundado, o corpo cada vez mais debilitado. Sua mão, praticamente só pele, era suavemente envolvida por um homem.
Uma lágrima caiu, quente, sobre o dorso da mão de Song Xian, fazendo seus cílios tremerem levemente.
“Não chore, ainda não morri,” disse Song Xian, a voz áspera, como se há dias não tivesse bebido água.
Xie Jin, com a voz embargada, murmurou: “Amanhã deve nevar, gostaria de fazer um boneco de neve?”
Song Xian tossiu baixo: “Não viverei até amanhã.”
Ela veio a este mundo com a missão de conquistar Xie Jin, de libertá-lo da influência da protagonista original e fazê-lo imperador. Agora, Xie Jin alcançara o ápice do poder, e sua tarefa fora cumprida.
No entanto, seu corpo carregava feridas antigas do campo de batalha, e parecia que o sistema se aproveitara dessas dores para permitir que ela partisse sem chamar atenção. Não imaginava que a morte seria tão dolorosa; pensara que bastaria uma febre alta para, enfim, se despedir. Mas agora, seu ventre ardia como fogo, os órgãos pareciam se desfazer em sofrimento.
Song Xian curvou-se, a testa franzida, encolhendo-se na cama.
Ao ouvi-la, Xie Jin apertou-lhe a mão com mais força. “Quando eu era criança, fui capturado pelo Reino de Wei, e você me salvou, ensinou-me artes e estratégias, ajudou-me a conquistar o trono. Prometi-lhe o título de impera