No Vale do Silício e até mesmo em toda a América, há um número incontável de pessoas chamadas David, mas quando você menciona David sem qualquer contexto prévio, a primeira pessoa que as pessoas assoc
“Mais perto, meu Deus, mais perto de ti,
Mesmo que seja uma cruz que me eleva,
Ainda assim, toda a minha canção será
Mais perto, meu Deus, mais perto de ti,
Mais perto, meu Deus, mais perto de ti!”
A melodia “Mais Perto, Meu Deus”, tocada pela banda italiana, ecoava por toda a rua, combinando com a garoa que caía do céu, imprimindo uma atmosfera especialmente adequada ao funeral.
Wang Chi lembrava-se da cerimônia budista de recitação realizada anteriormente e, por mais que pensasse, sentia que esses dois rituais juntos soavam um tanto desconexos. Em frente ao espelho, ajustou a gravata preta no pescoço, levantou-se e encarou o rosto que, aos dezoito anos, era idêntico ao seu na vida passada, repleto de colágeno. Sorriu de leve e então se virou, saindo do camarim.
Wang Chi já estava neste espaço-tempo há três dias, tempo suficiente para entender a situação. Este corpo, com sua aparência idêntica, também se chamava Wang Chi, embora, assim como ele nasceu numa cidadezinha desconhecida da China, este jovem também viera de uma cidadezinha obscura da China.
Este Wang Chi perdeu os pais ainda jovem e foi adotado pelo segundo tio-avô, que possuía um restaurante chinês no Brooklyn, Nova York. Sem descendentes, o tio o criava como um neto de sangue. O funeral que ocorria à sua retaguarda era justamente o do tio-avô.
Wang Chi, ao cair acidentalmente num riacho perto de Palo Alto, foi resgatado, porém sua essência havia sido substituída pela de um Wang Chi de 2024, um jovem prodígio do interior, versão máxima.
Para esse Wang Ch