(Atualização dos capítulos V todos os dias à zero hora e um minuto) A escrava corporativa Shen Ji viaja no tempo e se torna uma órfã de oito anos que se vende por dois taéis de prata para enterrar seu
Ao abrir os olhos, Shen Ji se deparou com um dossel de cama decorado com flores simples.
“Já que acordou, levante-se e tome o mingau de legumes,” disse uma voz feminina ao lado da cama.
Foi essa mulher que a comprou.
Assim que chegou neste mundo, vendeu-se para enterrar o pai, e o preço de seu corpo foi apenas dois taéis de prata.
O choque foi tão grande que Shen Ji desmaiou ali mesmo.
Afinal, existiam coisas mais trágicas do que morrer de exaustão trabalhando sem descanso. E ainda por cima, ela teve a infelicidade de vivenciá-las.
“Gru gru—” o estômago de Shen Ji roncou duas vezes.
Ela se apressou a levantar-se e pegou a tigela de porcelana azul e branca ao lado.
O mingau era claro, refletindo o rosto de quem olhasse dentro. Depois de algum tempo, já não estava quente. Shen Ji bebeu tudo de uma vez, sentindo uma onda de calor confortar seu estômago.
Quando terminou, a mulher lhe mostrou o contrato de venda registrado no governo.
Havia uma marca vermelha de dedo. Shen Ji olhou para o próprio polegar, ainda manchado de tinta.
No romance “O Sonho do Palácio Vermelho”, dizia-se que até os filhos dos criados eram propriedade dos senhores, sujeitos a punições e vendas, sem qualquer liberdade.
Não, ela não podia aceitar esse destino. Precisava fugir!
Mas naquele momento, sentia-se tão fraca que não sabia para onde poderia ir.
Olhando ao redor, percebeu que a casa era pobre; quem a comprara também era de família humilde.
“Em casa somos só eu e meu filho. Ele mora no quarto ao lado, este é