No centro do mundo, no Monte Olimpo, o rei dos deuses Zeus empunha firmemente a lança do trovão, sorrindo ao contemplar todos os reinos. Diante dele, os deuses se erguem como uma floresta. No Salão de
No outono da cidade de Atenas, o céu é vasto e azul, e nuvens brancas deslizam lentamente como rios no firmamento.
Numa rua comum do bairro dos artesãos, dezenas de pessoas bloqueiam a entrada de uma casa cinza e branca, esticando o pescoço para espreitar o que se passa dentro.
O olhar de todos é de compaixão diante do jovem caído, desacordado no chão.
Uma lâmina curva e reluzente se afasta do pescoço do rapaz; um fio tênue de sangue escorre vagarosamente do corte e, antes mesmo de tocar o chão, já coagula.
“Eu só queria assustá-lo, não usei força, foi só um arranhão... Ele não vai morrer, vai?” murmura o homem da faca, prendendo a respiração e virando-se para o homem de cabelos castanhos ao lado, o terror crescendo em seus olhos.
Uma cicatriz, como uma centopeia, marca o rosto do homem de cabelo castanho, subindo do canto da boca até sob o olho. Ele solta um resmungo frio, e a centopeia parece se contorcer levemente, como se estivesse viva.
De repente, as mãos do jovem tremem suavemente.
“Acho que esse bastardo mexeu...” apressa-se a dizer o homem da faca.
Súlio estava imerso num sonho longo e profundo.
Sonhava que vivia em um planeta chamado Estrela Azul, levando uma vida comum desde pequeno, onde estudar era a única prioridade da infância.
Bastava esforçar-se um pouco e as notas subiam; bastava relaxar, e elas caíam imediatamente.
Até que uma tragédia abalou a família, e o Súlio do sonho não suportou, tornando-se confuso e impotente, sem vontade de estudar. Acabou se formando sem saber como, levando uma