Crônica do Mundo Selvagem

Crônica do Mundo Selvagem

Autor: Eu como tomate.
35mil palavras Palavras
0visualizações visualizações
100capítulos Capítulo

Um romance é, por si só, um universo. Neste mundo de "Crônicas do Deserto Selvagem", existem povos tribais que lutam pela sobrevivência, desafiando o céu, a terra e as feras. Existem também cultivador

Capítulo Um: O Submundo

— Andem-se logo!
— Vocês já morreram, já são fantasmas, andem!
— Você é um príncipe? Milhões de súditos, trinta mil cavaleiros de ferro? Na Terra dos Mortos, príncipes do mundo dos vivos nada são!
Paf!
Paf!
Fileiras de soldados espectrais, altos e corpulentos, de rostos ferozes, brandiam chicotes crepitando com faíscas e açoitam os fantasmas que berravam, sobretudo aquele que se dizia príncipe, a quem desferiram dezenas de chicotadas, deixando sua alma tão rarefeita que quase se dissipou antes de pararem.
“Acho que morri mesmo... Então isto é o Submundo?”, pensou Ji Ning, que surgiu ali do nada, curioso diante do novo ambiente. Ouviu o fantasma do príncipe se gabar e ficou ainda mais intrigado: “Milhões de súditos? Trinta mil cavaleiros? A Terra é um mundo moderno, onde há isso?”
— Ande! — berrou um soldado espectral com cabeça de boi, irradiando uma luz azul-esverdeada, fitando Ji Ning.
Ji Ning seguiu a fila.
Inúmeras figuras de branco enfileiravam-se como longas serpentes, avançando lentamente. De tempos em tempos, uma nova silhueta de branco surgia no fim de cada fila: uns sacudiam a cabeça e suspiravam, outros choravam alto, outros praguejavam furiosos, outros ainda mostravam confusão e espanto.
— Meu pai é o Rei Demônio da Montanha de Neve, você ousa me bater? Eu sou o Deus da Guerra! Vou devorá-lo, grr!
— Não bata!
— Ah!
Esses fantasmas, recém-chegados ao Submundo, ainda pensavam que estavam vivos — ao sentirem o chicote, muitos ainda berravam, mas logo percebiam a verdade: estavam mortos, e não impor

📚 Recomendações

Ranking